Cecilia é argentina, formada em jornalismo, tem 23 anos de idade e trabalha na Editora Abril.
Nós fizemos a ela a mesma pergunta que temos debatido nos últimos dias: A tecnologia mudou o jornalista? E recebemos a sua resposta. Confira abaixo:
“Difícil identificar uma mudança no Ser jornalista quando minha vida profissional começou já inserida no mundo tecnológico. Mas como é um mundo cuja velocidade de mudança cresce a um nível exponencial, a cada hora tem uma coisa nova para aprender. A instantaneidade e rapidez destas inovações é tão alta, que exige uma atualização e formação constante.
Mas até para minha geração, que domina com mais facilidade o mundo digital, fica difícil acompanhar. Faça um teste: entre neste site e veja quantas aplicações e ferramentas da Web 2.0 você conhece. Tenho certeza que vai descobrir muitas que você ignorava. E isso porque até para jornalistas que, por natureza estão sempre antenados, o bombardeio de informação é muito grande.
A tarefa mais difícil atualmente é poder absorver a quantidade de informação que circula na internet. Recebemos tanta coisa, o tempo todo e nos mais variados formatos -matérias de portais, vídeos noYouTube, posts em blogs ou até microblogs , discussões em comunidades, entre outras – que é quase impossível saber discriminar a informação. Como identificar a relevância dela? Alguém sabe?
A essência do jornalismo não mudou. Foi o método que sofreu alterações. No meu caso, nos últimos anos incorporei hábitos tecnológicos dos que dificilmente posso me livrar. Um exemplo, o Google Docs. É uma aplicação que permite editar e compartilhar textos online. Poder trabalhar a quatro ou seis mãos num texto, evitando o ida e volta de milhares de arquivos por email, otimizou parte do meu dia-a-dia.
E, ainda falando dos métodos, podemos citar alguns exemplos simples, até óbvios, da apuração. Sair para fazer uma entrevista sem pesquisar no Google a vida do entrevistado, nem pensar. As redes sociais, como Orkut ou Facebook, hoje servem para pesquisa de fontes. Twitter, YouTube, Flickr, todos eles podem ser úteis. Saber incorporar as inovações tem que ser uma tarefa cotidiana. Sem medo de tornarmos digitais demais, devemos descobrir como podem nos ajudar na nossa profissão.”
Abraços,
Marcelo