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Tudo passa pela educação. E essa lição pode servir de pauta.

postado por Concurso CNN em 21 de junho de 2010

Diversas iniciativas de sucesso ligadas à cultura e à economia têm em suas raízes a educação. É inegável que investir em atividades educativas melhora uma cidade, qualificando as pessoas que participarão do seu progresso. Com certeza, a sua cidade tem projetos de educação que dariam uma bela pauta, basta investigar. Vá atrás das histórias e grave o seu vídeo para o Concurso CNN. Para inspirar você, aqui vão alguns exemplos:

Projeto Curta Cultura São Paulo

O Curta Cultura São Paulo foi um projeto de exibição de curtas-metragens realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e o Museu da Imagem e do Som – MIS entre os meses de fevereiro e outubro de 2009. O objetivo era levar sessões de cinema a locais com difícil acesso à cultura. Focado principalmente em jovens, a iniciativa procurou estimular a discussão e o pensamento crítico.

Saiba mais clicando aqui!

Ponto de Cultura Periferia no Centro

Parte da organização Ação Educativa, que promove os direitos educativos e da juventude, o espaço foi inaugurado em março deste ano, em São Paulo. Lá é trabalhada a educação de jovens da periferia, alguns cumprindo medidas socio-educativas, através da cultura produzida nas próprias periferias (literatura, artes plásticas, vídeo, música).

Site do projeto

Projeto Vendo-Troco

Nas palavras do site Favela é Isso Aí: “Projeto-piloto que pretende identificar e mapear o setor produtivo nas favelas e fortalecer os micro e pequenos negócios nas comunidades. O trabalho é realizado através da utilização das tecnologias da comunicação e informação e das premissas da economia popular solidária.” Mais uma iniciativa que merece destaque, dessa vez ligada à economia.

Acesse o site

Apoio, participo e divulgo.

postado por Concurso CNN em 17 de junho de 2010

Por Dara Bandeira*

“O concurso CNN de jornalismo é uma oportunidade ímpar para todos os universitários. Por vezes, enquanto estudantes, buscamos formas interessantes de participar de projetos e concursos como este. Acredito que este fato se dá não só para ganhar visibilidade a âmbito estadual ou nacional, mas também, para adquirir experiência, conhecer coisas novas e já estar vivenciando situações da futura profissão.

Em especial ao que se refere ao Concurso CNN de Jornalismo Universitário deste ano, percebo como proposta um tema amplo, o qual possibilita o estudante a pesquisar, se dedicar e mais do que isso: conhecer as particularidades da própria cidade. Ao decidir qual pauta produzir me deparei com um leque de possibilidades interessantes, das quais, antes do concurso, não havia me dado conta que existiam.

Com a velocidade da notícia nos dias atuais, por vezes nossos olhos se ofuscam às coisas belíssimas que ocorrem ao nosso lado, a nossa correria não nos permitem vê-las e é esse um dos grandes desafios que vejo no jornalismo daqui pra frente.

Ainda que em uma cidade do interior, como a que moro, as notícias existem, as obras sociais estão por toda parte, as atitudes humanitárias e honrosas acontecem. Meu papel e de todos os que estudam Comunicação Social é reportar esses acontecimentos, apurar, ‘dar o recado’, passar a mensagem de forma correta, justa e ética.

Apóio, participo e divulgo o Concurso Universitário da CNN 2010. ‘Minha cidade, minha vida, uma atitude’ é a possibilidade de troca, de interação, tudo que o mercado de trabalho exige. É a forma que temos de, ainda enquanto estudantes, mostrarmos as peculiaridades de nossa região e, quem sabe assim, ajudar a gerar soluções, melhorias e visibilidade para os temas abordados nas matérias.”

* Estudante e participante da Universidade Candido Mendes (Campus Friburgo)

O que uma matéria precisa ter para vencer o Concurso CNN?

postado por Concurso CNN em 15 de junho de 2010

Que bom que você garantiu sua inscrição no Concurso CNN! Agora que o primeiro passo foi dado, é hora de gravar o seu vídeo. O prazo para enviar o material está acabando, por isso não dá para perder tempo!

E para incentivar você ainda mais, conseguimos dicas muito legais de um grande jornalista: Rafael Romo, editor sênior da CNN WorldWide. Ele gravou dois depoimentos para a gente, dando conselhos que vão ajudar bastante no momento em que você for gravar o seu vídeo.

Afinal, ele é um especialista da área e sabe como se constrói uma boa matéria, que faça o público se interessar e assim querer saber mais sobre o assunto. Veja as dicas que ele separou para você e comece logo a botar sua pauta em prática:

Veja o que você pode aprender na sede da CNN em Atlanta

O que uma matéria precisa ter para vencer o Concurso

Já pensou você lá em Atlanta, nos Estados Unidos, testemunhando de perto como se faz jornalismo na CNN? Mãos à obra!

Bicicletas como transporte urbano alternativo: uma pauta do momento

postado por Concurso CNN em 8 de junho de 2010

Diminuir emissões de poluição tornou-se uma necessidade imediata nas últimas décadas. Com as frotas de automóveis em constante crescimento, é preciso encontrar meios de transporte que sirvam de alternativa para a locomoção nas cidades. E é aí que entram as bicicletas, que ganham cada vez mais espaço nos meios urbanos, através de iniciativas muito interessantes. Reunimos aqui algumas delas para mostrar que boas ideias sempre têm vez. E na sua cidade, já existem ciclovias? Iniciativas como essas podem virar pauta para a sua matéria no Concurso CNN. Pense nisso!

Ônibus com carregadores de bicicletas em Santa Cruz do Sul (RS)

Santa Cruz do Sul é uma cidade relativamente pequena, mas está dando exemplo para muita metrópole por aí. Desde fevereiro, ônibus circulam pelo município com carregadores de bicicleta, permitindo que a população leve seu meio de transporte alternativo para onde quiser. Mesmo não tendo grandes congestionamentos, Santa Cruz do Sul está mostrando que é sempre possível adotar medidas de combate à poluição. Modelo a ser exportado para todas as grandes cidades do Brasil tomadas por carros e fumaça.

http://www.bikenamidia.com/site/?cat=30

Panorama do uso de bicicletas em algumas cidades ao redor do mundo

Produzido pela ONG holandesa I-CE (Interface Cycling Expertice), o documentário Ciclovias para Cidades que Queremos mostra políticas que transformaram algumas cidades em um paraíso das bicicletas. Lugares como Amsterdã, Copenhague e Bogotá provam que com apoio do governo e da população pode-se mudar a configuração urbana e colocar as bicicletas como prioridade.

http://www.youtube.com/watch?v=y4k1hfmcNBg (parte 1)

http://www.youtube.com/watch?v=WFmR9q1RsUU (parte 2)

Dicas para viabilizar bicicletas de aluguel no Brasil

Alugar bicicletas tem sido uma atividade comum em várias cidades pelo mundo afora. As pessoas as utilizam não apenas para passeio, mas sim para trabalhar, como uma alternativa aos carros. Será que no Brasil isso daria certo? Pois este texto mostra que é possível, desde que algumas medidas sejam adotadas. O desafio está lançado. Se poder público e privado entrarem nessa iniciativa, os resultados podem ser bastante animadores.

http://www.gizmodo.com.br/conteudo/made-brazil-como-transformar-bicicleta-em-transporte-publico-0?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+gizmodobr+%28Gizmodo+Brasil%29

Mobilização de moradores do Porto da Lagoa pela construção de ciclovias já dura 12 anos

Nosso último destaque não é uma iniciativa que deu certo e sim um exemplo de persistência e dedicação a uma causa. O Movimento Ciclovia da Lagoa , através da AMPOLA – Associação dos Moradores do Porto da Lagoa, vem há 12 anos lutando pela implantação de ciclovias ao redor da orla da Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Pelo blog do movimento é possível acompanhar tudo que é feito para valorizar as bicicletas como meio de transporte na capita de Santa Catarina.

http://movimentociclovianalagoaja.blogspot.com/

E você, tem outros exemplos de iniciativas no uso de bicicletas nas cidades? Compartilhe com a gente!

A importância de ser vizinho

postado por Concurso CNN em 4 de junho de 2010

A revista Good Magazine é um exemplo de veículo com boas pautas. Sempre há matérias interessantes nas suas páginas, especialmente no que diz respeito a atitudes que ajudam a mudar o mundo. Não por acaso, seu slogan é “Para pessoas que se importam”. Na edição mais recente, o tema escolhido foi vizinhança, um assunto de extrema importância para qualquer cidade, mas que nem sempre é discutido.

No editorial da revista, uma frase chama bastante atenção: “It seems that while we were becoming citizens of the world, we forgot to be citizens of where we live” (“Parece que, ao nos tornarmos cidadãos do mundo, esquecemos de ser cidadãos de onde vivemos”). Está aí um tema que estimula várias reflexões, por tratar de algo que não nos damos conta no dia a dia. Estamos cada vez mais conectados a pessoas ao redor do planeta, graças aos avanços tecnológicos. Mas e a nossa cidade? Será que nos “conectamos” com ela, com suas pessoas e lugares? Será que exercemos nosso papel de vizinhos, auxiliando a transformar nosso município em um local melhor?

A revista mostra exemplos de iniciativas que deram certo, da criação de espaços para lazer infantil à importância de placas de trânsito claras, passando pela implantação de clubes de vizinhos e incentivos para programas locais de TV. As possibilidades são muitas, desde que haja engajamento dos moradores e dos governantes em botar projetos legais em prática, e as situações descritas na edição mostram que mudar é possível. E que ser vizinho é muito mais do que apenas dividir o elevador com quem mora ao lado.

Leia essas e outras histórias de sucesso no site da revista.

Ruas digitais

postado por Concurso CNN em 1 de junho de 2010

Por Guilherme Giuntini*

Conscientizar a sociedade sobre a importância dos moradores de rua e mostrar que por trás dessas pessoas existem boas histórias a serem contadas são tarefas que não fazem parte de nosso cotidiano. É corriqueiro nos depararmos com pessoas dormindo nas ruas de São Paulo, com quem não identificamos nenhuma responsabilidade ou vínculo social, expostas a depredações e humilhação. Percebemos que nosso projeto não será apenas um site para ajudar os moradores de rua a melhorarem suas condições, mas também uma ferramenta para enxergarem a vida com outros olhos.

O projeto Ruas Digitais trata-se de um site/blog atualizado pelos próprios moradores de rua, onde contarão suas histórias, desejos, reivindicações. Disponibilizaremos ainda conteúdo informativo sobre esta parcela da população, com vídeos, fotos e notícias. O projeto busca dar voz aos moradores de rua, integrando-os à sociedade através da internet.

Sou a prova clara que um trabalho pode mudar a vida de uma pessoa. Quando estudante de jornalismo na FIAM, eu, Guilherme Giuntini, criei um projeto junto ao orientador Cláudio Tognolli. Ambos não tínhamos noção que um trabalho de conclusão poderia mudar a minha vida. Com R$ 450 gastos no site do projeto, percebi que meu objetivo em ajudar a população de rua estava próximo. Quando o projeto se iniciou no Acessa SP do metrô São Bento, tive a oportunidade de não só mudar a sua vida, como ajudar milhares de vidas nas ruas. Uma delas,foi quando estava dando uma entrevista, falando sobre o projeto e veio um rapaz, apertou a minha mão e disse: “Como é bonito o seu trabalho, eu fico feliz de ainda ter pessoas que nos enxergam nas ruas”. Emocionei-me, e a cada avanço em meu projeto, é uma lágrima derramada. Mal começeI o projeto, e lá estava eu, um estudante de jornalismo, antes mesmo de defender meu trabalho de TCC, apresentando para setenta moradores em situação de rua,o projeto Ruas Digitais na Câmara Municipal de São Paulo.

Atualmente, venho ampliando o projeto cada vez mais, oferecendo para a população de rua não só informações sobre o “Universo Online”, mas também, cursos de Informática. Ainda tive oportunidade de montar um cronograma com aulas de teatro, música, coral, dança de rua. O que era para ser um albergue, se transformou em um prédio cultural destinado para moradores de rua. O projeto é uma parceria entre o Ruas Digitais com o ex-albergue Restaura-me, com Robson Mendonça (Coordenador do Movimento da População de Rua de SP) e Tião Nicomedes (Coordenador do prédio Restaura-me), localizado no centro de São Paulo, no Brás.

O projeto ainda possui uma parceria com o site blogame.com.br, onde os desenvolvedores Carlos e Felipe montaram um site com um novo sistema e ofereceram hospedagem, ambos gratuitamente. O Ruas Digitais ainda procura por patrocínio, com oito meses de criação, pois o projeto já ensinou quatrocentos moradores em situação de rua, há navegar na internet.

Um trabalho de conclusão de curso em Jornalismo que me transformou não só em um jornalista formado, mas em um projetista social. Tive o prazer imenso de ser homenageado com a Menção Honrosa oferecida pela TV Cultura no programa Conexão Cultura talvez, uma das suas maiores conquistas para mim. Já tive meu projeto publicado nos veículos:O Estado de São Paulo, TV Futura, TV Cultura, Acessa SP, VEJA SP, Viva o Centro e blogs informativos, como sigaMPOST.

O trabalho também foi criado pelos alunos Amália Mazloum e Leandro Gomes. Atualmente, apenas eu, Guilherme Giuntini, continuo com o projeto.

“Jornalistas não são conhecidos somente por suas palavras, mas também por suas ações.” Guilherme Giuntini
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*Guilherme Giuntini, 24, Paulista, formado em Jornalismo pela FIAM FAAM, criador do projeto Ruas Digitais: inclusão digital com moradores de rua, pesquisador de mídias sociais para projetos de inclusão digital no Brasil.

Mensagem aos novos jornalistas

postado por Ana Paula Padrão em 21 de maio de 2010

Outro dia um amigo me deixou numa, como se diz por aí, numa saia justa. Ele me pediu que transmitisse à sua filha, recém-formada em jornalismo, uma mensagem de otimismo e fé na profissão. Segundo meu amigo, a jovem andava meio desiludida com os rumos dos veículos de imprensa no Brasil e meio descrente na efetiva função social que ela imaginava ser o guia dos jornalistas.

Durante alguns dias pensei no assunto. Não poderia dizer à minha jovem colega que estava de todo errada. Mas também não poderia incentivá-la a mudar sua escolha enquanto é tempo. Nenhuma das alternativas combina comigo – logo eu, tão apaixonada pela profissão, tão jornalista por vocação. Embora, confesso, ande eu também um tanto frustrada com os caminhos da mídia em geral.

Outra coisa que me incomoda é a excessiva glamurização da imprensa e dos jornalistas – um fenômeno tão recente quanto avassalador. Na maioria das salas de aula dos cursos de comunicação o que se vê são estudantes afoitos por um lugar ao sol da fama. Aquele romantismo que nos movia quando, na minha geração, escolhíamos ser jornalistas apenas para presenciar a história, anda bem fora de moda.

Então, o que dizer a um jovem jornalista, ainda mais num ano em que se dará uma das eleições mais polarizadas da história Brasileira – polarização que de certo vai se relfetir nas redações? O que dizer a um jovem jornalista que
de repente olha para o próprio diploma e percebe que este não lhe dá mais vantagem na competição por um emprego, dado que outros profissionais também podem ser jornalistas? Como explicar a ele que isso pode ser bom? Que dizer a um jornalista que vê os novos blogueiros e não reconhece mais o próprio papel como apurador e divulgador de notícias?

Por certo veículos de imprensa estão em crise. Mas, apesar de todo o cenário desolador que eu mesma narro acima, não consigo deixar de acreditar no jornalismo. Não consigo deixar de acreditar no jornalista. Olho para trás e vejo em mim mesma o profissional que nunca teve dúvida diante do que é básico na profissão. Vejo isso em muitos colegas. Talvez seja mais difícil começar nos dias de hoje. Mas ainda é possível ser jornalista. E quanto mais difícil uma missão, mais o verdadeiro jornalista costuma gostar dela.

Nova York: muitas atitudes para ser uma grande cidade

postado por Concurso CNN em 3 de maio de 2010

O crescimento econômico de Nova York tem relação direta com os investimentos em segurança. Esse fator foi fundamental para que o mercado imobiliário se expandisse às áreas que antes eram marginalizadas.

Há pouco mais de 20 anos, quase todas as regiões da cidade, que hoje é a mais populosa dos Estados Unidos, eram completamente diferentes. O então prefeito Rudolph Giuliani adotou na época a política da “tolerância zero”. Vândalos, bandidos e policiais corruptos não tinham mais espaço.

Foram feitos acordos entre o setor privado através do financiamento de projetos governamentais de infraestrutura. Em ação conjunta com governo, empresários aceitaram pagar mais impostos para garantir segurança e investimentos em infraestrutura. Isso recuperou a economia da cidade. Áreas degradadas e abandonadas passaram a ser valorizadas pelo mercado imobiliário.

Os empresários perceberam que, se a cidade tivesse mais segurança, se tornaria um lugar melhor para os negócios. A iniciativa privada passou a comprar imóveis em áreas degradadas e a promessa do governo era de reforma e melhora no acesso.

Outras alternativas existiram em bairros como o Dunble, no Brooklyn, que na década de 70 era o lugar mais violento de NY. Mas o que não mudaria jamais seria sua geografia. A localidade consiste numa das vistas mais bonitas de NY: à beira do Rio Hudson. Para que a mudança acontecesse, o governo oferecia de graça os imóveis a comerciantes e empresários. Trinta anos depois, badaladas galerias de arte, por exemplo, ocupam o bairro.

Outro exemplo é a rua Bowery, na Ilha de Manhattan. Há 10 anos era extremamente violenta e conhecida por seus inúmeros moradores de rua. Hoje, com investimentos em segurança e casas de apoio a essas pessoas, elas convivem em harmonia com os hóspedes de um hotel 5 estrelas ou com os clientes de uma grife chique.

O bom jornalismo

postado por Concurso CNN em 28 de abril de 2010

Por Amanda Camasmie*

Antes de ingressar na faculdade de jornalismo, uma recém-formada no curso me pediu para desistir. “O mercado é muito competitivo”, disse. Os fatos eram comprobatórios: a ex-estudante ainda não havia conquistado uma boa colocação no mercado de trabalho.

Hoje, o cenário não mudou. E talvez nunca mude. Promissores são aqueles que tomam consciência rapidamente do que é fazer jornalismo. Frequentemente, a equipe do blog Manual dos Focas tenta mostrar, por meio de relatos de jovens jornalistas, os desafios enfrentados por quem está iniciando na profissão. São histórias de profissionais que compartilham a crença de que o bom jornalismo busca uma boa reportagem onde menos se espera, ou talvez, até naquela obviedade em que ninguém presta atenção.

Muitos colegas com talento inegável têm tido dificuldades para se estabilizar na profissão. Nessa busca, passam a oferecer frilas a torto e a direito para os mais variados veículos de comunicação.

As respostas às ofertas de pautas têm seguido uma linha muito similar: não queremos sugestões que possam ser pesquisadas pela internet. Precisamos de coisas novas, que só possam ser encontradas nas ruas.

A questão é que essa novidade ainda escondida só pode ser contada por quem se dispõe a pisar no asfalto, no mato, na lama, ou seja lá onde for.

Sob o mote “Minha Cidade, Minha Vida, Uma Atitude”, o concurso da CNN desafia os estudantes a liberarem essa veia investigativa – aquela que passa longe de uma simples pesquisa em um motor de busca. Pessoas motivadas, novas e velhas ações, gente querendo fazer o bem. Todos estão à espera desse bom jornalista.

Descobrir e disseminar boas atitudes pode mudar a vida de muita gente e mostrar qual jornalista você irá querer ser no futuro: aquele que acha que faz a diferença ou aquele que buscará, todos os dias, tornar a diferença uma realidade?

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*Colaboradora do site Manual dos Focas, site direcionado a estudantes de jornalismo. Amanda é repórter em São Paulo.

Três cidades, três iniciativas

postado por Concurso CNN em 19 de abril de 2010

Garantir qualidade de vida à população é um desafio que qualquer administrador de uma cidade enfrenta.
É aí que a inovação aparece como um conceito fundamental.

A Conferência Internacional das Cidades Inovadoras, realizada no mês passado em Curitiba, é um exemplo de evento criado para fomentar projetos diferenciados das cidades.

Foram três dias (de 10 a 13 de março) de palestras e debates. Especialistas de todo o mundo mostraram que, apesar das diferenças geográficas, gestores enfrentam problemas bem parecidos.

O colombiano Ernesto Cortes, do jornal Jornal El Tiempo, marcou presença como representante da iniciativa “Bogotá, como vamos?”. Por meios de meios de comunicação como a internet, o projeto conta com a participação do cidadão nas políticas públicas. Acessando a rede, é possível conferir, no banco de dados, metas do governo e atualizações a respeito do alcance dessas metas.

Assim, os moradores da capital da Colômbia percebem que a cidade é resultado de uma construção coletiva e também do engajamento delas mesmas. Apontando e conferindo a solução de problemas de suas comunidades, elas se sentem mais participantes.

Rio, como vamos? e Outra São Paulo

A iniciativa colombiana serviu de modelo para que São Paulo e Rio também criassem projetos semelhantes. Nessas duas grandes metrópoles brasileiras, o objetivo das redes é recuperar os valores do desenvolvimento sustentável, da ética e da democracia participativa. As iniciativas “Rio, como vamos?” e “Outra São Paulo” têm o objetivo de resgatar a participação da população na resolução de problemas em áreas essenciais como Educação, Meio Ambiente, Segurança, Lazer e Cultura, Trabalho, Transporte, Moradia, Saúde e Serviços.

No Brasil, o crescimento de sociedades organizadas nesse sentido é eminente. Isso pode ser considerado vantagem, já que são muitos pessoas independentes que se organizam em separado mas geram mais resultados por benefícios em comum.

Segundo Ernesto, na Colômbia existem apenas 3 organizações como a “Bogotá, como vamos?”. Já em São Paulo, são 300. Sendo assim, aqui no Brasil são mais pessoas gerando debates e avanços sociais.

Fonte: http://www.cici2010.org.br/