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Tudo passa pela educação. E essa lição pode servir de pauta.

postado por Concurso CNN em 21 de junho de 2010

Diversas iniciativas de sucesso ligadas à cultura e à economia têm em suas raízes a educação. É inegável que investir em atividades educativas melhora uma cidade, qualificando as pessoas que participarão do seu progresso. Com certeza, a sua cidade tem projetos de educação que dariam uma bela pauta, basta investigar. Vá atrás das histórias e grave o seu vídeo para o Concurso CNN. Para inspirar você, aqui vão alguns exemplos:

Projeto Curta Cultura São Paulo

O Curta Cultura São Paulo foi um projeto de exibição de curtas-metragens realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e o Museu da Imagem e do Som – MIS entre os meses de fevereiro e outubro de 2009. O objetivo era levar sessões de cinema a locais com difícil acesso à cultura. Focado principalmente em jovens, a iniciativa procurou estimular a discussão e o pensamento crítico.

Saiba mais clicando aqui!

Ponto de Cultura Periferia no Centro

Parte da organização Ação Educativa, que promove os direitos educativos e da juventude, o espaço foi inaugurado em março deste ano, em São Paulo. Lá é trabalhada a educação de jovens da periferia, alguns cumprindo medidas socio-educativas, através da cultura produzida nas próprias periferias (literatura, artes plásticas, vídeo, música).

Site do projeto

Projeto Vendo-Troco

Nas palavras do site Favela é Isso Aí: “Projeto-piloto que pretende identificar e mapear o setor produtivo nas favelas e fortalecer os micro e pequenos negócios nas comunidades. O trabalho é realizado através da utilização das tecnologias da comunicação e informação e das premissas da economia popular solidária.” Mais uma iniciativa que merece destaque, dessa vez ligada à economia.

Acesse o site

Apoio, participo e divulgo.

postado por Concurso CNN em 17 de junho de 2010

Por Dara Bandeira*

“O concurso CNN de jornalismo é uma oportunidade ímpar para todos os universitários. Por vezes, enquanto estudantes, buscamos formas interessantes de participar de projetos e concursos como este. Acredito que este fato se dá não só para ganhar visibilidade a âmbito estadual ou nacional, mas também, para adquirir experiência, conhecer coisas novas e já estar vivenciando situações da futura profissão.

Em especial ao que se refere ao Concurso CNN de Jornalismo Universitário deste ano, percebo como proposta um tema amplo, o qual possibilita o estudante a pesquisar, se dedicar e mais do que isso: conhecer as particularidades da própria cidade. Ao decidir qual pauta produzir me deparei com um leque de possibilidades interessantes, das quais, antes do concurso, não havia me dado conta que existiam.

Com a velocidade da notícia nos dias atuais, por vezes nossos olhos se ofuscam às coisas belíssimas que ocorrem ao nosso lado, a nossa correria não nos permitem vê-las e é esse um dos grandes desafios que vejo no jornalismo daqui pra frente.

Ainda que em uma cidade do interior, como a que moro, as notícias existem, as obras sociais estão por toda parte, as atitudes humanitárias e honrosas acontecem. Meu papel e de todos os que estudam Comunicação Social é reportar esses acontecimentos, apurar, ‘dar o recado’, passar a mensagem de forma correta, justa e ética.

Apóio, participo e divulgo o Concurso Universitário da CNN 2010. ‘Minha cidade, minha vida, uma atitude’ é a possibilidade de troca, de interação, tudo que o mercado de trabalho exige. É a forma que temos de, ainda enquanto estudantes, mostrarmos as peculiaridades de nossa região e, quem sabe assim, ajudar a gerar soluções, melhorias e visibilidade para os temas abordados nas matérias.”

* Estudante e participante da Universidade Candido Mendes (Campus Friburgo)

Ruas digitais

postado por Concurso CNN em 1 de junho de 2010

Por Guilherme Giuntini*

Conscientizar a sociedade sobre a importância dos moradores de rua e mostrar que por trás dessas pessoas existem boas histórias a serem contadas são tarefas que não fazem parte de nosso cotidiano. É corriqueiro nos depararmos com pessoas dormindo nas ruas de São Paulo, com quem não identificamos nenhuma responsabilidade ou vínculo social, expostas a depredações e humilhação. Percebemos que nosso projeto não será apenas um site para ajudar os moradores de rua a melhorarem suas condições, mas também uma ferramenta para enxergarem a vida com outros olhos.

O projeto Ruas Digitais trata-se de um site/blog atualizado pelos próprios moradores de rua, onde contarão suas histórias, desejos, reivindicações. Disponibilizaremos ainda conteúdo informativo sobre esta parcela da população, com vídeos, fotos e notícias. O projeto busca dar voz aos moradores de rua, integrando-os à sociedade através da internet.

Sou a prova clara que um trabalho pode mudar a vida de uma pessoa. Quando estudante de jornalismo na FIAM, eu, Guilherme Giuntini, criei um projeto junto ao orientador Cláudio Tognolli. Ambos não tínhamos noção que um trabalho de conclusão poderia mudar a minha vida. Com R$ 450 gastos no site do projeto, percebi que meu objetivo em ajudar a população de rua estava próximo. Quando o projeto se iniciou no Acessa SP do metrô São Bento, tive a oportunidade de não só mudar a sua vida, como ajudar milhares de vidas nas ruas. Uma delas,foi quando estava dando uma entrevista, falando sobre o projeto e veio um rapaz, apertou a minha mão e disse: “Como é bonito o seu trabalho, eu fico feliz de ainda ter pessoas que nos enxergam nas ruas”. Emocionei-me, e a cada avanço em meu projeto, é uma lágrima derramada. Mal começeI o projeto, e lá estava eu, um estudante de jornalismo, antes mesmo de defender meu trabalho de TCC, apresentando para setenta moradores em situação de rua,o projeto Ruas Digitais na Câmara Municipal de São Paulo.

Atualmente, venho ampliando o projeto cada vez mais, oferecendo para a população de rua não só informações sobre o “Universo Online”, mas também, cursos de Informática. Ainda tive oportunidade de montar um cronograma com aulas de teatro, música, coral, dança de rua. O que era para ser um albergue, se transformou em um prédio cultural destinado para moradores de rua. O projeto é uma parceria entre o Ruas Digitais com o ex-albergue Restaura-me, com Robson Mendonça (Coordenador do Movimento da População de Rua de SP) e Tião Nicomedes (Coordenador do prédio Restaura-me), localizado no centro de São Paulo, no Brás.

O projeto ainda possui uma parceria com o site blogame.com.br, onde os desenvolvedores Carlos e Felipe montaram um site com um novo sistema e ofereceram hospedagem, ambos gratuitamente. O Ruas Digitais ainda procura por patrocínio, com oito meses de criação, pois o projeto já ensinou quatrocentos moradores em situação de rua, há navegar na internet.

Um trabalho de conclusão de curso em Jornalismo que me transformou não só em um jornalista formado, mas em um projetista social. Tive o prazer imenso de ser homenageado com a Menção Honrosa oferecida pela TV Cultura no programa Conexão Cultura talvez, uma das suas maiores conquistas para mim. Já tive meu projeto publicado nos veículos:O Estado de São Paulo, TV Futura, TV Cultura, Acessa SP, VEJA SP, Viva o Centro e blogs informativos, como sigaMPOST.

O trabalho também foi criado pelos alunos Amália Mazloum e Leandro Gomes. Atualmente, apenas eu, Guilherme Giuntini, continuo com o projeto.

“Jornalistas não são conhecidos somente por suas palavras, mas também por suas ações.” Guilherme Giuntini
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*Guilherme Giuntini, 24, Paulista, formado em Jornalismo pela FIAM FAAM, criador do projeto Ruas Digitais: inclusão digital com moradores de rua, pesquisador de mídias sociais para projetos de inclusão digital no Brasil.

O bom jornalismo

postado por Concurso CNN em 28 de abril de 2010

Por Amanda Camasmie*

Antes de ingressar na faculdade de jornalismo, uma recém-formada no curso me pediu para desistir. “O mercado é muito competitivo”, disse. Os fatos eram comprobatórios: a ex-estudante ainda não havia conquistado uma boa colocação no mercado de trabalho.

Hoje, o cenário não mudou. E talvez nunca mude. Promissores são aqueles que tomam consciência rapidamente do que é fazer jornalismo. Frequentemente, a equipe do blog Manual dos Focas tenta mostrar, por meio de relatos de jovens jornalistas, os desafios enfrentados por quem está iniciando na profissão. São histórias de profissionais que compartilham a crença de que o bom jornalismo busca uma boa reportagem onde menos se espera, ou talvez, até naquela obviedade em que ninguém presta atenção.

Muitos colegas com talento inegável têm tido dificuldades para se estabilizar na profissão. Nessa busca, passam a oferecer frilas a torto e a direito para os mais variados veículos de comunicação.

As respostas às ofertas de pautas têm seguido uma linha muito similar: não queremos sugestões que possam ser pesquisadas pela internet. Precisamos de coisas novas, que só possam ser encontradas nas ruas.

A questão é que essa novidade ainda escondida só pode ser contada por quem se dispõe a pisar no asfalto, no mato, na lama, ou seja lá onde for.

Sob o mote “Minha Cidade, Minha Vida, Uma Atitude”, o concurso da CNN desafia os estudantes a liberarem essa veia investigativa – aquela que passa longe de uma simples pesquisa em um motor de busca. Pessoas motivadas, novas e velhas ações, gente querendo fazer o bem. Todos estão à espera desse bom jornalista.

Descobrir e disseminar boas atitudes pode mudar a vida de muita gente e mostrar qual jornalista você irá querer ser no futuro: aquele que acha que faz a diferença ou aquele que buscará, todos os dias, tornar a diferença uma realidade?

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*Colaboradora do site Manual dos Focas, site direcionado a estudantes de jornalismo. Amanda é repórter em São Paulo.

Por Clara Vanali*

Há algumas decisões que mudam para sempre o rumo de nossas vidas. Alguns chamam isso de efeito borboleta, outros de destino e os mais descrentes de simples acasos. Em 2008, recebi o anúncio do Concurso Universitário de Jornalismo CNN na minha caixa de e-mail. Estava no último ano de faculdade, preocupada e ocupada com o TCC (Trabalho de Graduação Interdisciplinar) que deveria entregar no final daquele ano. No entanto, ao ver que o tema do concurso era socialização através da arte, lembrei-me rapidamente de um projeto que um amigo tinha comentado comigo há um tempo, em que pessoas construíam instrumentos de maracatu e aprendiam a tocá-los depois.

Decidi ir até o local, uma escola pública, onde acontecia o tal projeto. Cheguei sem câmera, sem papel ou caneta. Apenas curiosa. Sentei-me na arquibancada da quadra e esperei até a apresentação começar. Um som forte saiu do tambor, tornou-se harmônico e se repetiu ainda melhor pelas mãos de centenas de pessoas que tocavam juntas. Eu nunca assistira a algo tão marcante em toda a minha vida. Percebi ali algo tão verdadeiro que de alguma forma eu tinha que contar aquela história para as pessoas, para o mundo. As incertezas sempre vão nos questionar, mas uma lição que aprendi naquele dia é que quando sentimos algo diferente e muito intenso, significa que temos que agir. Voltei dias depois com uma equipe, registrei tudo com uma câmera e o resto da história vocês já conhecem.

O Concurso de Jornalismo Universitário CNN me fez melhor. Participar me fez acreditar ainda mais no jornalismo que eu sempre quis fazer. Mais do que um trabalho, ele é hoje minha vida e para onde eu direciono o meu tempo e as minhas energias. Profissionalmente, a vitória abriu oportunidades de emprego e de envolvimento em projetos jornalísticos que me ensinaram a conhecer ainda mais o nosso mundo de gerador de conteúdo, de debate e aprendizado. Conheci a sede internacional da emissora e estabeleci contatos que mantenho até hoje e pretendo levar por todo o meu caminho. O prêmio me ajudou a ser aprovada no Curso Abril de Jornalismo e me possibilitou uma vaga de repórter na Editora Abril, em São Paulo, onde trabalho hoje com a intenção de conhecer e divulgar histórias ainda mais marcantes como aquela do maracatu.

Um concurso como esse, destinado aos estudantes, faz com que esses sintam ainda mais preparados e com vontade de seguir a profissão que torna público tudo o que o que uma sociedade precisa saber para se transformar todos os dias. Este ano, o tema “Minha Cidade, Minha Vida, Uma Atitude” permite uma experiência ilimitada para os participantes, que podem navegar por assuntos como sustentabilidade, sociabilização, educação, cidadania e tantos outros. É hora de abrir os olhos, de prestar atenção em atitudes que saem do senso comum, que engajam projetos e pessoas em torno de uma mesma intenção: fazer da cidade uma lugar melhor para se viver. Essas ações estão a sua espera para que você, jornalista, as divulgue pelo mundo. Não há outros compromissos que o impeçam de fazer, só depende da sua vontade. Procure novidades e lembre-se de que quando sentir aquele algo a mais, registre. Pegue a câmera e siga em frente. Você já estará participando.

*Clara Vanali, vencedora do Concurso Universitário da CNN de 2008, é jornalista da Editora Abril, em São Paulo, e escreve crônicas em seu blog (www.claravanali.com.br).

Clique e confira a reportagem vencedora de Clara.

Um recado do editor sênior da CNN para América Latina

postado por Concurso CNN em 7 de abril de 2010

No Brasil para o lançamento da edição 2010 do Concurso Universitário de Jornalismo CNN, o editor sênior para a América Latina da CNN WorldWide gravou com exclusividade para o blog do concurso um recado para quem está pensando em participar.

Em seu discurso, o mexicano Rafael Romo lembrou que, no início de sua vida profissional no Arizona, participou de um concurso de jornalismo parecido. “Foi uma grande oportunidade”, disse.

Confira os 3 conselhos de Romo para você:


A cidade, as pautas e o repórter: treine seu olhar

postado por Concurso CNN em 6 de abril de 2010

Por *Letícia Duarte

Temos um colega na redação de Zero Hora que é considerado uma lenda. Não só porque ele é um dos repórteres mais premiados do Sul do Brasil, com mais de 30 prêmios de Jornalismo, ou porque usa suspensórios – embora essas duas características deem uma boa amostra da personalidade única de Carlos Wagner. Mas também porque, do alto de suas quase três décadas de jornalismo, ele continua sendo um dos repórteres mais entusiasmados pela profissão que já empunhou um bloco – tanto que, enquanto a maioria dos jovens colegas chega esfregando os olhos de manhã, a lenda de cabelos brancos costuma avançar pela Editoria de Geral com sua inseparável mateira** a tiracolo antes das 8h e gritar bem alto: “ah, como eu amo esta m…”(piii)!

Lembrei dele quando soube do tema deste ano do concurso universitáro CNN: Minha Cidade, Minha Vida, uma Atitude, já que é do Wagner uma das melhores frases que já ouvi a respeito dessa relação umbilical do jornalismo com o seu entorno – a rua, a cidade, o Estado.

- Jornalista, as faculdades formam. Repórter, tu te formas na estrada – ensina.

Nesta época em que o jornalismo está cada vez mais instantâneo e asséptico, telefônico e internético, um dos maiores riscos que nossa profissão corre é justamente tirar o pé da rua. É perfeitamente possível apurar uma matéria inteira por telefone, pesquisar no Google informações complementares, entrevistar dois ou três especialistas no assunto e fechar a pauta sem dramas. Só que o perfeitamente possível quase nunca é o suficiente – e o suficiente quase sempre beira a mediocridade. A alma da reportagem não pode ser apreendida pela linha telefônica. Ela vive no Olho da Rua, como bem define o título do indispensável livro de Eliane Brum – outro exemplo de devoção à reportagem e uma das juradas deste concurso (se você ainda não leu o livro, se mexe!).

E, para quem deseja realmente cruzar a linha que define um repórter, é preciso é aprender a treinar o olhar. As pautas estão à espreita em todos os cantos, mas para enxergá-las é preciso desvelar o óbvio – tomar aquela atitude a que o tema deste concurso se refere. A grande matéria pode estar naquele menino que dorme na rua da sua casa, naquela gente que madruga na fila dos postos de saúde, na sofreguidão dos congestionamentos do trânsito, dentro de uma sala de aula. Repórteres são contadores de histórias. É preciso ter sensibilidade para encontrá-las. E para contá-las de um jeito que ninguém fez. É o que a gente chama de “sacada”. Como transformar um problema social em uma pauta? É necessário pensar uma forma diferente de abordá-lo, de uma maneira que se torne útil à sociedade. Que revele além do que todo mundo vê.

Um bom começo é aguçar o olhar ao andar pelas ruas. Observe aqueles personagens anônimos que circulam no seu entorno – pessoas são labirintos, por trás delas sempre há histórias a desvendar. Fique atento a movimentações estranhas. Desconfie de tudo e de todos, sempre. Questione discursos prontos, quem fala bonito demais ou promete mágicas geralmente tem algo a esconder. Troque seu caminho rotineiro de vez em quando, ande por ruas diferentes, ou tente buscar ângulos inusitados ao transitar pelos lugares conhecidos. Troque o carro pelo ônibus ou pelo metrô alguns dias da semana. Sinta a energia que pulsa das esquinas. Converse com pessoas que não fazem parte do seu círculo social. Um desconhecido pode revelar uma história surpreendente, ou dar a pista para você chegar até ela. Aprenda a escutar as lições das ruas, em vez de tentar enquadar os fatos em pré-conceitos.

Não existem fórmulas prontas, só perspicácia, sensibilidade e inquietude. A única certeza é que, para descobrir a cidade, é preciso sujar os pés no barro. Encharcar-se de realidade. E assim um repórter vai nascendo: gestado pelos temas que se propõe a confrontar. A cada nova reportagem, um novo parto.

* Letícia Duarte (@leticiaduarte), 29 anos, repórter da editoria de Geral de Zero Hora, conquistou o prêmios como o Esso de Jornalismo (2002), o Prêmio Iberoamericano pelos Direitos da Infância e da Adolescência da Unicef (2005) e o Embratel (2007), além de integrar o livro 45 Reportagens que Fizeram História, publicado por Zero Hora em 2008.

**pra quem não sabe o que é mateira, é aquela espécie de bolsa para carregar a cuia de chimarrão, o mate e a garrafa térmica, popular no Rio Grande do Sul.

Conheça e mostre atitudes da sua cidade ao Brasil

postado por Concurso CNN em 5 de abril de 2010

O que você faria se chegasse às suas mãos a seguinte pauta: “Minha cidade, Minha vida, Uma atitude”?

Saia do conforto da sua “redação” e ande pela cidade com olhar curioso que o jornalista ensaia tanto. Converse com as pessoas, perceba a diversidade de paisagens que a cidade envolve. Leia sempre o jornal local. Discuta sobre os problemas vividos na comunidade da qual você faz parte.

Aos poucos você descobrirá as mudanças e as iniciativas que devem ser reconhecidas.

Lembrando que seu deadline é 9 de julho e você terá centenas de colegas também na busca da melhor matéria prima para este pauta.

Procure pessoas, comunidades ou organizações que façam a diferença na realidade da sua cidade.

Seja trabalhando pelo reaproveitamento de resíduos , plataforma de participação pública, inclusão social, acesso à arte, redução da poluição do meio-ambiente, educação no trânsito, colaboração na educação de jovens e adultos, limpeza das praças ou o que mais fizer a diferença na realidade local de uma cidade. Sua tarefa é mostrar isso para o Brasil.

É uma grande responsabilidade! Mas, como porta-voz, você poderá atrair reconhecimento da sociedade fazendo a atitude se espalhar pelo resto do Brasil.

Como se forma um bom jornalista

postado por Sara Lira em 28 de março de 2010

Por Sara Lira*

Certa vez Gabriel García Márquez, escritor e jornalista colombiano, afirmou: “A ética não é uma condição ocasional no jornalismo, mas deve acompanhá-lo sempre, como o zumbido acompanha o besouro”. Atualmente um ponto muito discutido no jornalismo é a questão ética. Muitos julgam que o jornalismo contemporâneo é cerceado por interesses privados, de forma que a tentativa de imparcialidade tem sido deixada de lado.

Mas o bom jornalista sabe que, acima de tudo, seu dever de informar não pode ser velado e que ele deve buscar os vários lados da história. É o que afirma a estudante Luana Borges, do 6º período do curso de Comunicação Social da PUC Minas: “o bom jornalista quer saber de tudo. Ele não fica satisfeito enquanto ele não descobre a verdade, enquanto não vê todos os pontos de vista.

Ter sede de verdade é característica principal de um bom jornalista. Querer saber, de fato, o que aconteceu”, declara. Essa busca pela verdade nem sempre é simples, como observa a jornalista Alessandra Mello. Muitas vezes é necessário enfrentar governantes poderosos ou ir contra ao que a maioria afirma. Para tanto, ela cita a frase de Millôr Fernandes: “Jornalismo é oposição, o resto é balcão de secos e molhados”.

Essa sede de verdade é preponderante para qualquer jornalista, uma vez que passar informação é algo sério e que deve ser tratado com cuidado. Alessandra recomenda que o jornalista que quer fazer um trabalho de qualidade deve correr atrás da notícia sem medir esforços, sem ter preguiça, sendo curioso e tendo a “sacada” de perceber o que é mais importante num fato ou numa entrevista. Para ela, é essencial que o repórter tenha a “percepção da notícia”.

Alessandra ainda completa: “O importante é conseguir no meio de tanta informação que você pegou ali e saber, isso aqui é o lead da matéria, isso aqui é a notícia. É atrás disso aqui que eu vou correr”. Além do mais, a Jornalista diz que a leitura é essencial. “Ler jornal, ler blogs, para assim, formar um olhar crítico sobre os fatos”, conclui.

Mas a formação do bom jornalista começa bem antes de sua inserção no mercado de trabalho. O jornalista que se formou deve ter aproveitado ao máximo o que os quatro anos na Universidade lhe proporcionaram e absorvido todo o conhecimento que os professores lhe passaram. “Não depende do mercado. O mercado absorve bem os profissionais que aproveitaram o curso”, certifica Luana.

O Professor do Curso de Comunicação da PUC Minas, Jair Rangel concorda com essa questão: “Tem que se aventurar. O que vai fazer diferença de aluno para aluno é isso: quem se aventura mais, quem se esforça mais, quem leu mais, quem estudou outras coisas mais, quem teve pensamento científico, pensamento aberto, pensamento mais socializador e não meramente tentando reproduzir técnica”, observa.

Aliás, a técnica deve ser atrelada ao conhecimento geral, ao “pensamento socializador”. Jair diz que o jornalista não deve pensar que, apenas por ter um bom texto, ele é um bom profissional. “Tem que ter uma formação eclética, generalista, sem a necessidade de aprofundamento em tudo. Tem que saber escutar os setores onde ele transita e entender a lógica desses discursos todos”, conclui.

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* Estudante de Jornalismo da PUC. Estagiária da Imprensa da Assembleia Legislativa de MG.


Manual dos Focas: como aproveitar a faculdade além da sala de aula

postado por Concurso CNN em 26 de março de 2010

João Porto*

Se você quer ser jornalista, nada melhor que estudar jornalismo para começar. Entretanto, a sala de aula não é o único ambiente que podemos aprender os trejeitos da profissão. Atividades fora da sala de aula são importantíssimas para a formação de um jornalista.

Palestras e cursos fora da universidade são importantes formas de absorver experiências de profissionais mais tarimbados e também fazer contatos para o futuro. Criar projetos experimentais também são interessantes. Lembro-me que nos primeiros semestres eu e outros membros do Manual dos Focas criamos um programa de rádio para a faculdade – chamava-se Chá da Tarde – tinhámos seis horas na semana para elaborar e produzir conteúdo. O programa era divertido, as vezes até mais divertido do que informativo, e serviu para começarmos a aprender que um jornalista precisa de organização para sobreviver.

Os estágios também são importantíssimos para a formação de jovens jornalistas. São através dos estágios que os estudantes começam a absorver a realidade do que eles vão enfrentar no futuro. O estágio também é interessante para você começar a traçar metas profisisonais e descobrir o que você gosta de trabalhar no amplo mercado de comunicação.

Participar de concursos também pode ser um ótimo aprendizado para a carreira. Aqueles que conseguem boas colocações em concursos promovidos por empresas de comunicação, como a CNN, podem muito bem colocar isso no currículo e aumentar suas referências. Quando estamos formados a busca são pelos prêmios, e às vezes, por processos (risos).

Durante minha estadia na Universidade explorei bastante as ações fora da sala de aula. Participei de várias palestras, inclusive de outros cursos, e tentei conhecer o máximo de pessoas possíveis para criar laços com futuras fontes. Acredito que para ser um bom jornalista é preciso sempre estar em busca de mais informação.

Informação é a principal ferramenta do jornalista, por isso, sempre deve-se buscar por novos conhecimentos.

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*Editor do site Manual dos Focas que é direcionado a estudantes de jornalismo. João é um jovem reporter esportivo que atua em um jornal de Brasília.