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Manual dos Focas: como aproveitar a faculdade além da sala de aula

postado por Concurso CNN em 26 de março de 2010

João Porto*

Se você quer ser jornalista, nada melhor que estudar jornalismo para começar. Entretanto, a sala de aula não é o único ambiente que podemos aprender os trejeitos da profissão. Atividades fora da sala de aula são importantíssimas para a formação de um jornalista.

Palestras e cursos fora da universidade são importantes formas de absorver experiências de profissionais mais tarimbados e também fazer contatos para o futuro. Criar projetos experimentais também são interessantes. Lembro-me que nos primeiros semestres eu e outros membros do Manual dos Focas criamos um programa de rádio para a faculdade – chamava-se Chá da Tarde – tinhámos seis horas na semana para elaborar e produzir conteúdo. O programa era divertido, as vezes até mais divertido do que informativo, e serviu para começarmos a aprender que um jornalista precisa de organização para sobreviver.

Os estágios também são importantíssimos para a formação de jovens jornalistas. São através dos estágios que os estudantes começam a absorver a realidade do que eles vão enfrentar no futuro. O estágio também é interessante para você começar a traçar metas profisisonais e descobrir o que você gosta de trabalhar no amplo mercado de comunicação.

Participar de concursos também pode ser um ótimo aprendizado para a carreira. Aqueles que conseguem boas colocações em concursos promovidos por empresas de comunicação, como a CNN, podem muito bem colocar isso no currículo e aumentar suas referências. Quando estamos formados a busca são pelos prêmios, e às vezes, por processos (risos).

Durante minha estadia na Universidade explorei bastante as ações fora da sala de aula. Participei de várias palestras, inclusive de outros cursos, e tentei conhecer o máximo de pessoas possíveis para criar laços com futuras fontes. Acredito que para ser um bom jornalista é preciso sempre estar em busca de mais informação.

Informação é a principal ferramenta do jornalista, por isso, sempre deve-se buscar por novos conhecimentos.

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*Editor do site Manual dos Focas que é direcionado a estudantes de jornalismo. João é um jovem reporter esportivo que atua em um jornal de Brasília.

‘Minha vitória abriu portas para mim’, diz ganhador de 2009

postado por Concurso CNN em 23 de março de 2010

Texto de Marcos César Oliveira*

Conheci o Concurso Universitário de Jornalismo da CNN através de um cartaz colocado na universidade. No começo, parecia apenas um sonho impossível ganhar. Eu ainda era iniciante na faculdade, sentia que sabia tão pouco e com certeza a concorrência seria muito mais preparada. Mesmo assim, me encantei com a possiblidade de participar, de me arriscar na competição para conhecer o concurso e, se conseguisse me destacar, adicionar um diferencial ao meu currículo.
Mobilizei amigos que se entusiasmaram comigo, contribuiram com seu talento, conhecimento e paciência. Dedico a eles um enorme OBRIGADO DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO: Marinaldo Matos (da Kadosh Produções, que meu doou equipamento e edição), Prof. Gilson Monteiro (meu orientador), Leonardo Costa (cinegrafista e amigo) e Eduardo Hübner (Mago da edição).
A notícia
Recebi com surpresa e felicidade a notícia de que havia sido classificado para a final. Ser escolhido por um juri de alto nível profissional já significou uma vitória imensa para quem só queria participar para saber como era o concurso. Ao ser convidado para ir a São Paulo, mais um passo além do que eu pensei. Conhecer os outros finalistas foi um momento especial: trocar idéias e impressões com estudantes como eu, apaixonados pelo jornalismo e cheios de surpresa e alegria por estarem na final. Ganhar o prêmio máximo foi um sonho realizado, e um passo gigantesco para um estudante comum, do norte do Brasil, de origem humilde e com tanto ainda por aprender sobre jornalismo.

E depois?

Minha vitória abriu portas para mim (foi a jóia que reluziu em meu currículo e garantiu o emprego que tenho hoje). Colocou meu nome em evidência no cenário do jornalismo local. Dei entrevistas para todos os meios de comunicação da minha cidade. Fui parabenizado por jornalistas no alto da carreira que confessaram ter o sonho de conhecer a CNN.

Despertou o interesse de centenas de estudantes que passaram a ver com outros olhos o curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Trouxe novo alento aos professores do Departamento de Comunicação da UFAM, que se sentiram felizes e premiados na pessoa do Prof. Gilson Monteiro. Enfim, mudou para melhor a minha trajetória profissional e trouxe muita alegria e orgulho aos meus amigos, colegas de curso, minha Universidade e a minha cidade, Manaus.
Laboratório real time
Este ano quero me dedicar a ajudar outros estudantes das diversas faculdade de Manaus que têm curso de jornalismo, para que nosso talento e nossas notícias possam ganhar repercussão e sejamos vistos pelo Brasil. O Concurso Universitário de Jornalismo da CNN é um concurso sério, e uma oportunidade de aprendizado impar. Conhecer a CNN foi um laboratório de jornalismo em “real time” que expandiu minhas percepções acerca de jornalismo, notícia e papel social da imprensa.

Aprendi muito, conversando com profissionais do primeiro time do jornalismo, em uma emissora que cria os padrões que serão adotados na imprensa televisiva mundial. Ganhar o Concurso da CNN foi para mim a prova definitiva de que o talento e a persistência podem conquistar grandes coisas e nos levar além daquilo que sonhamos.


Em todo estudante que acreditar no próprio talento e produzir sua reportagem para o Concurso da CNN 2010 já está plantada a semente do sucesso e da vitória.
Boa sorte a todos os participantes!

A reportagem

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Estudante da Universidade Federal do Amazonas, vencedor do Concurso Universitário CNN 2009, escreveu sobre tudo que aconteceu em sua carreira depois do prêmio.

A formação humanística do jornalista

postado por Concurso CNN em 2 de junho de 2009

Hoje temos mais um post de um convidado, desta vez, do Professor e Coordenador do curso de Comunicação Social – Unipac/Lafaiete, Darlan Santos.

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“Bons tempos aqueles em que jogador de futebol era analfabeto e jornalista, alfabetizado”

A frase, publicada no célebre jornal “O Pasquim”, afora a duvidosa relação entre bom futebol e analfabetismo, leva-nos a uma reflexão essencial: é preciso investir na formação humanística dos estudantes de jornalismo.
A crescente valorização da técnica, em detrimento da discussão embasada, do incentivo à leitura e da prática da escrita, tem trazido sérias conseqüências aos aspirantes à carreira jornalística. O que se observa nas faculdades de comunicação, de maneira geral, é a falta de profundidade intelectual e de capacidade analítica dos estudantes; deficiências que se revelam em textos empobrecidos e no tratamento simplório das notícias, o que, definitivamente, não contribui para o aprimoramento da imprensa brasileira.
Certamente, a modernização dos cursos, a inclusão digital e a ênfase em novas mídias tornam-se essenciais em nossos dias. Entretanto, por mais avançados que sejam os recursos midiáticos, eles não se sustentam isoladamente; precisam ser providos com um discurso consistente. E é aí que entra em cena a formação humanística do jornalista.
Assim como a especialização, a familiarização com os mais avançados recursos tecnológicos e a capacidade de transitar entre as diversas mídias disponíveis no mercado da informação, o jornalista deve adotar, como palavras de ordem, a inquietação, o senso crítico e o embasamento intelectual.
Enfim, a diferença entre um ‘menino de recados’ e o bom jornalista é que o primeiro leva uma mensagem ao seu destinatário, sem questioná-la. Já a diferença entre um ‘menino de recados’ e o mau jornalista, simplesmente não há… Tendo em mente essa distinção – simplista, sem dúvida, mas útil à discussão – jovens que ingressam em uma faculdade de jornalismo devem estar atentos aos caminhos que pretendem trilhar – definindo, assim, em qual das duas situações pretendem se encaixar

Dando continuidade aos textos de convidados aqui no blog, dessa vez o texto é da blogueira e estudante de Estudante de Ciências da Computação – PUC-SP, Camila Leite.

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Agora a comunicação não se restringe ao seu bairro, ao local onde você trabalha ou estuda. Você pode trocar opiniões com pessoas de outro estado ou até mesmo outro país, dependendo dos idiomas que você domina. A criação de redes de relacionamento como o Twitter, ou até mesmo o MySpace que é mais usado para a divulgação de trabalhos no universo musical, apenas comprovam como as pessoas tem interesse em se comunicar com mais pessoas. A forma de como as pessoas reagem a essas redes é tão adepta que elas até mesmo as personalizam. O Twitter por exemplo, criado como um miniblog (quem nunca leu aquela frasezinha na parte de cima do site “What are you doing?”) agora é mais utilizado como um mecanismo de recados, ou até mesmo conversas. Essas transformações no mundo da comunicação permite que as indivíduos on-line possam visualizar idéias e conteúdo de usuários offline, por meio de seus blogs, fotologs e o mais recente popularizado Fa cebook.

Essa facilidade de deixar que suas idéias possam ser visualizadas e até mesmo comentadas nos remete ao aumento no número de blogs e popularização desses sites de relacionamento. Não precisamos aqui nem falar do Orkut, porque se há dois, três ou quatro anos atrás ele era tão popular quanto o próprio Twitter, hoje ter um perfil no orkut é tão normal quanto ter um número de telefone.

Todas essa mudança na comunicação é consequencia do avanço tecnológico em volta do globo, e se a comunicação se revoluciona, a forma de informação se revoluciona ainda mais. Se quando a invenção do jornal impresso alterou a natureza da cultura oral, agora com tantas fontes de informação (grande parte delas na própria internet) se tornou muito mais difícil elaborar um jornalismo objetivo e direto, mas também possibilita que o leitor tenha mais facilidade de compreender o mundo a sua volta.