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	<title>CNN &#187; cidade</title>
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	<description>Concurso Universitário de Jornalismo</description>
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		<title>Um aprendizado para a vida toda</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 14:23:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Mariana Dourado (vencedora do Concurso CNN em 2006)
Todos os colegas vencedores que já escreveram neste blog foram muito felizes nos relatos de suas participações. Sem nos conhecermos, sentimos praticamente as mesmas emoções. A enorme surpresa da classificação, mesmo sem estar nos últimos anos da faculdade, nem vir de uma instituição ou cidade que seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Mariana Dourado (vencedora do Concurso CNN em 2006)</em></p>
<p>Todos os colegas vencedores que já escreveram neste blog foram muito felizes nos relatos de suas participações. Sem nos conhecermos, sentimos praticamente as mesmas emoções. A enorme surpresa da classificação, mesmo sem estar nos últimos anos da faculdade, nem vir de uma instituição ou cidade que seja referência na área. A emoção de competir com trabalhos tão bons, de ser escolhida por profissionais renomados. O sonho de uma viagem que possibilitou conhecer e conversar com profissionais de alto nível. O mágico aprendizado de dias em uma empresa mundialmente reconhecida que valeram por anos.</p>
<p>A injeção de ânimo para uma profissão que é tão desvalorizada no país, mas tão bela. A alegria de ver o orgulho de colegas, parentes, professores. O peso que o prêmio adicionou ao currículo e que encanta qualquer empregador. O brilho das amizades que se fizeram no processo. A enorme gratidão pela equipe que ajudou na confecção do trabalho: o professor orientador, o cinegrafista, o editor de imagens. Entretanto, mais do que tudo isso, sou eternamente grata por dois aprendizados que tirei dessa experiência:</p>
<p>1) O objetivo primeiro do jornalista deve ser ajudar as pessoas, produzindo matérias de interesse público, de transformação social. Ao contar que a matéria seria passada na CNN, não tive alegria maior do que ver a Prof. Zena e suas alunas emocionadas pela divulgação de seus esforços. A simples visibilidade pode ajudar a professora a conseguir mais alunos, mais recursos ou incentivar outros professores. Não há prêmio melhor que isso.</p>
<p>2) Todas as nossas ações são exemplos para aqueles que nos rodeiam, portanto façamos boas escolhas. “Resolvi estudar por sua causa”. Essa foi a frase mais impressionante, bonita e gratificante que eu ouvi em toda a minha vida. Ela veio da boca de uma estudante que hoje é uma grande amiga. Alguns meses depois de nos conhecer, ela me contou que tinha mudado de curso e que estava estudando com afinco, pois, ao saber da minha história, resolveu ir também atrás do sonho dela.</p>
<p>No ano em que me inscrevi, fui a única da universidade que participou do concurso. Hoje, anualmente vários participam. Saber que &#8220;a semente foi plantada&#8221; e que existem alunos se esforçando também para serem bons profissionais é extremamente gratificante. E eu nunca teria imaginado tudo isso ao produzir a matéria. Eu sequer ousava sonhar com o primeiro lugar. Até hoje olho as fotos e penso que deve ter sido um sonho. Mas foi um sonho bom! Um ato tão simples, fazer e enviar, que mudou muita coisa. Portanto, estudante, não hesite! Você só tem a ganhar.</p>
<p>Eu produzi o vídeo com equipamento emprestado pela universidade. Pedi ajuda a professores e colegas para me darem dicas de como produzir. Gastei uma tarde inteira pra gravar o material. Cortar as duas horas de gravação bruta em dois minutos foi uma dureza só! A primeira edição tinha seis minutos&#8230; A música de fundo foi fácil escolher, faz parte de uma das minhas trilhas sonoras preferidas. O processo todo foi de duas semanas.</p>
<p>A notícia da classificação e a viagem foram um sonho de muito aprendizado. Na volta, amigos me esperavam no aeroporto, com balões de festa e muitas entrevistas – rádios, TVs, jornais. Cheguei a ministrar uma palestra na faculdade sobre o concurso. A viagem também rendeu um belo parágrafo na minha monografia, cujo tema nasceu de uma conversa com o pessoal do CNN.com. Esse mesmo tema – o jornalismo participativo – continua fazendo parte da minha vida. Depois que me formei, larguei meu emprego em telejornalismo e iniciei um mestrado em Comunicação. Quando terminar, pretendo dar aulas na graduação e também voltar a trabalhar com telejornalismo. Mas se isso ainda é indefinido, uma coisa eu tenho certeza: seja na sala de aula, numa redação ou nos dois, a experiência do concurso me transformou e vai me acompanhar pro resto da vida.</p>
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		<title>Apoio, participo e divulgo.</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 14:31:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Dara Bandeira*
&#8220;O concurso CNN de jornalismo é uma oportunidade ímpar para todos os universitários. Por vezes, enquanto estudantes, buscamos formas interessantes de participar de projetos e concursos como este. Acredito que este fato se dá não só para ganhar visibilidade a âmbito estadual ou nacional, mas também, para adquirir experiência, conhecer coisas novas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Dara Bandeira*</p>
<p>&#8220;O concurso CNN de jornalismo é uma oportunidade ímpar para todos os universitários. Por vezes, enquanto estudantes, buscamos formas interessantes de participar de projetos e concursos como este. Acredito que este fato se dá não só para ganhar visibilidade a âmbito estadual ou nacional, mas também, para adquirir experiência, conhecer coisas novas e já estar vivenciando situações da futura profissão.</p>
<p>Em especial ao que se refere ao Concurso CNN de Jornalismo Universitário deste ano, percebo como proposta um tema amplo, o qual possibilita o estudante a pesquisar, se dedicar e mais do que isso: conhecer as particularidades da própria cidade. Ao decidir qual pauta produzir me deparei com um leque de possibilidades interessantes, das quais, antes do concurso, não havia me dado conta que existiam.</p>
<p>Com a velocidade da notícia nos dias atuais, por vezes nossos olhos se ofuscam às coisas belíssimas que ocorrem ao nosso lado, a nossa correria não nos permitem vê-las e é esse um dos grandes desafios que vejo no jornalismo daqui pra frente.</p>
<p>Ainda que em uma cidade do interior, como a que moro, as notícias existem, as obras sociais estão por toda parte, as atitudes humanitárias e honrosas acontecem. Meu papel e de todos os que estudam Comunicação Social é reportar esses acontecimentos, apurar, &#8216;dar o recado&#8217;, passar a mensagem de forma correta, justa e ética.</p>
<p>Apóio, participo e divulgo o Concurso Universitário da CNN 2010. &#8216;Minha cidade, minha vida, uma atitude&#8217; é a possibilidade de troca, de interação, tudo que o mercado de trabalho exige. É a forma que temos de, ainda enquanto estudantes, mostrarmos as peculiaridades de nossa região e, quem sabe assim, ajudar a gerar soluções, melhorias e visibilidade para os temas abordados nas matérias.&#8221;</p>
<p>* Estudante e participante da Universidade Candido Mendes (Campus Friburgo)</p>
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		<title>Nova York: muitas atitudes para ser uma grande cidade</title>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 13:43:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O crescimento econômico de Nova York tem relação direta com os investimentos em segurança. Esse fator foi fundamental para que o mercado imobiliário se expandisse às áreas que antes eram marginalizadas.
Há pouco mais de 20 anos, quase todas as regiões da cidade, que hoje é a mais populosa dos Estados Unidos, eram completamente diferentes. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O crescimento econômico de Nova York tem relação direta com os investimentos em segurança. Esse fator foi fundamental para que o mercado imobiliário se expandisse às áreas que antes eram marginalizadas.</p>
<p>Há pouco mais de 20 anos, quase todas as regiões da cidade, que hoje é a mais populosa dos Estados Unidos, eram completamente diferentes. O então prefeito Rudolph Giuliani adotou na época a política da &#8220;tolerância zero&#8221;. Vândalos, bandidos e policiais corruptos não tinham mais espaço.</p>
<p>Foram feitos acordos entre o setor privado através do financiamento de projetos governamentais de infraestrutura. Em ação conjunta com governo, empresários aceitaram pagar mais impostos para garantir segurança e investimentos em infraestrutura. Isso recuperou a economia da cidade. Áreas degradadas e abandonadas passaram a ser valorizadas pelo mercado imobiliário.</p>
<p>Os empresários perceberam que, se a cidade tivesse mais segurança, se tornaria um lugar melhor para os negócios. A iniciativa privada passou a comprar imóveis em áreas degradadas e a promessa do governo era de reforma e melhora no acesso.</p>
<p>Outras alternativas existiram em bairros como o Dunble, no Brooklyn, que na década de 70 era o lugar mais violento de NY. Mas o que não mudaria jamais seria sua geografia. A localidade consiste numa das vistas mais bonitas de NY: à beira do Rio Hudson. Para que a mudança acontecesse, o governo oferecia de graça os imóveis a comerciantes e empresários. Trinta anos depois, badaladas galerias de arte, por exemplo, ocupam o bairro.</p>
<p>Outro exemplo é a rua Bowery, na Ilha de Manhattan. Há 10 anos era extremamente violenta e conhecida por seus inúmeros moradores de rua. Hoje, com investimentos em segurança e casas de apoio a essas pessoas, elas convivem em harmonia com os hóspedes de um hotel 5 estrelas ou com os clientes de uma grife chique.</p>
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		<title>A cidade, as pautas e o repórter: treine seu olhar</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 14:10:43 +0000</pubDate>
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Temos um colega na redação de Zero Hora que é considerado uma lenda. Não só porque ele é um dos repórteres mais premiados do Sul do Brasil, com mais de 30 prêmios de Jornalismo, ou porque usa suspensórios &#8211; embora essas duas características deem uma boa amostra da personalidade única de Carlos Wagner. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por *Letícia Duarte</p>
<p>Temos um colega na redação de Zero Hora que é considerado uma lenda. Não só porque ele é um dos repórteres mais premiados do Sul do Brasil, com mais de 30 prêmios de Jornalismo, ou porque usa suspensórios &#8211; embora essas duas características deem uma boa amostra da personalidade única de Carlos Wagner. Mas também porque, do alto de suas quase três décadas de jornalismo, ele continua sendo um dos repórteres mais entusiasmados pela profissão que já empunhou um bloco &#8211; tanto que, enquanto a maioria dos jovens colegas chega esfregando os olhos de manhã, a lenda de cabelos brancos costuma avançar pela Editoria de Geral com sua inseparável mateira** a tiracolo antes das 8h e gritar bem alto: &#8220;ah, como eu amo esta m&#8230;&#8221;(piii)!</p>
<p>Lembrei dele quando soube do tema deste ano do concurso universitáro CNN: Minha Cidade, Minha Vida, uma Atitude, já que é do Wagner uma das melhores frases que já ouvi a respeito dessa relação umbilical do jornalismo com o seu entorno &#8211; a rua, a cidade, o Estado.</p>
<p>- Jornalista, as faculdades formam. Repórter, tu te formas na estrada &#8211; ensina.</p>
<p>Nesta época em que o jornalismo está cada vez mais instantâneo e asséptico, telefônico e internético, um dos maiores riscos que nossa profissão corre é justamente tirar o pé da rua. É perfeitamente possível apurar uma matéria inteira por telefone, pesquisar no Google informações complementares, entrevistar dois ou três especialistas no assunto e fechar a pauta sem dramas. Só que o perfeitamente possível quase nunca é o suficiente &#8211; e o suficiente quase sempre beira a mediocridade. A alma da reportagem não pode ser apreendida pela linha telefônica. Ela vive no Olho da Rua, como bem define o título do indispensável livro de Eliane Brum &#8211; outro exemplo de devoção à reportagem e uma das juradas deste concurso (se você ainda não leu o livro, se mexe!).</p>
<p>E, para quem deseja realmente cruzar a linha que define um repórter, é preciso é aprender a treinar o olhar. <strong>As pautas estão à espreita em todos os cantos, mas para enxergá-las é preciso desvelar o óbvio &#8211; tomar aquela atitude a que o tema deste concurso se refere. </strong>A grande matéria pode estar naquele menino que dorme na rua da sua casa, naquela gente que madruga na fila dos postos de saúde, na sofreguidão dos congestionamentos do trânsito, dentro de uma sala de aula. Repórteres são contadores de histórias. É preciso ter sensibilidade para encontrá-las. E para contá-las de um jeito que ninguém fez. É o que a gente chama de &#8220;sacada&#8221;. Como transformar um problema social em uma pauta? É necessário pensar uma forma diferente de abordá-lo, de uma maneira que se torne útil à sociedade. Que revele além do que todo mundo vê.</p>
<p>Um bom começo é aguçar o olhar ao andar pelas ruas. Observe aqueles personagens anônimos que circulam no seu entorno &#8211; pessoas são labirintos, por trás delas sempre há histórias a desvendar. Fique atento a movimentações estranhas. Desconfie de tudo e de todos, sempre. Questione discursos prontos, quem fala bonito demais ou promete mágicas geralmente tem algo a esconder. <strong>Troque seu caminho rotineiro de vez em quando, ande por ruas diferentes, ou tente buscar ângulos inusitados ao transitar pelos lugares conhecidos.</strong> Troque o carro pelo ônibus ou pelo metrô alguns dias da semana. Sinta a energia que pulsa das esquinas. Converse com pessoas que não fazem parte do seu círculo social. Um desconhecido pode revelar uma história surpreendente, ou dar a pista para você chegar até ela. Aprenda a escutar as lições das ruas, em vez de tentar enquadar os fatos em pré-conceitos.</p>
<p>Não existem fórmulas prontas, só perspicácia, sensibilidade e inquietude. A única certeza é que, para descobrir a cidade, é preciso sujar os pés no barro. Encharcar-se de realidade. E assim um repórter vai nascendo: gestado pelos temas que se propõe a confrontar. A cada nova reportagem, um novo parto.</p>
<p>* Letícia Duarte (@leticiaduarte), 29 anos, repórter da editoria de Geral de Zero Hora, conquistou o prêmios como o Esso de Jornalismo (2002), o Prêmio Iberoamericano pelos Direitos da Infância e da Adolescência da Unicef (2005) e o Embratel (2007), além de integrar o livro 45 Reportagens que Fizeram História, publicado por Zero Hora em 2008.</p>
<p>**pra quem não sabe o que é mateira, é aquela espécie de bolsa para carregar a cuia de chimarrão, o mate e a garrafa térmica, popular no Rio Grande do Sul.</p>
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		<title>Conheça e mostre atitudes da sua cidade ao Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 13:56:16 +0000</pubDate>
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Saia do conforto da sua &#8220;redação&#8221; e ande pela cidade com olhar curioso que o jornalista ensaia tanto. Converse com as pessoas, perceba a diversidade de paisagens que a cidade envolve. Leia sempre o jornal local. Discuta sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que você faria se chegasse às suas mãos a seguinte pauta: <a href="http://www.concursocnn.com.br/2010">&#8220;Minha cidade, Minha vida, Uma atitude&#8221;</a>?</p>
<p>Saia do conforto da sua &#8220;redação&#8221; e ande pela cidade com olhar curioso que o jornalista ensaia tanto. Converse com as pessoas, perceba a diversidade de paisagens que a cidade envolve. Leia sempre o jornal local. Discuta sobre os problemas vividos na comunidade da qual você faz parte.</p>
<p>Aos poucos você descobrirá as mudanças e as iniciativas que devem ser reconhecidas.</p>
<p>Lembrando que seu <em>deadline</em> é 9 de julho e você terá centenas de colegas também na busca da melhor matéria prima para este pauta.</p>
<p>Procure pessoas, comunidades ou organizações que façam a diferença na realidade da sua cidade.</p>
<p>Seja trabalhando pelo <a href="http://www.vivaoleo.com.br/">reaproveitamento de resíduos</a> , <a href="http://www.cidadedemocratica.org.br/">plataforma de participação pública</a>, <a href="http://www.casataiguara.org.br/">inclusão social</a>, <a href="http://www.ipdae.org/">acesso à arte</a>, <a href="http://www.jornalbaixadasantista.com.br/conteudo/parceria_poluicao_ambiental2007.asp">redução da poluição do meio-ambiente</a>, <a href="http://www.educacao.detran.pr.gov.br/index.php">educação no trânsito</a>, <a href="http://www.acaoeducativa.org.br/portal/index.php?option=com_frontpage&amp;Itemid=1">colaboração na educação de jovens e adultos</a>, <a href="http://www.saap.org.br/noticias.asp?id=122&amp;nivel=03">limpeza das praças</a> ou o que mais fizer a diferença na realidade local de uma cidade. Sua tarefa é mostrar isso para o Brasil.</p>
<p>É uma grande responsabilidade! Mas, como porta-voz, você poderá atrair reconhecimento da sociedade fazendo a atitude se espalhar pelo resto do Brasil.</p>
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