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Por Clara Vanali*

Há algumas decisões que mudam para sempre o rumo de nossas vidas. Alguns chamam isso de efeito borboleta, outros de destino e os mais descrentes de simples acasos. Em 2008, recebi o anúncio do Concurso Universitário de Jornalismo CNN na minha caixa de e-mail. Estava no último ano de faculdade, preocupada e ocupada com o TCC (Trabalho de Graduação Interdisciplinar) que deveria entregar no final daquele ano. No entanto, ao ver que o tema do concurso era socialização através da arte, lembrei-me rapidamente de um projeto que um amigo tinha comentado comigo há um tempo, em que pessoas construíam instrumentos de maracatu e aprendiam a tocá-los depois.

Decidi ir até o local, uma escola pública, onde acontecia o tal projeto. Cheguei sem câmera, sem papel ou caneta. Apenas curiosa. Sentei-me na arquibancada da quadra e esperei até a apresentação começar. Um som forte saiu do tambor, tornou-se harmônico e se repetiu ainda melhor pelas mãos de centenas de pessoas que tocavam juntas. Eu nunca assistira a algo tão marcante em toda a minha vida. Percebi ali algo tão verdadeiro que de alguma forma eu tinha que contar aquela história para as pessoas, para o mundo. As incertezas sempre vão nos questionar, mas uma lição que aprendi naquele dia é que quando sentimos algo diferente e muito intenso, significa que temos que agir. Voltei dias depois com uma equipe, registrei tudo com uma câmera e o resto da história vocês já conhecem.

O Concurso de Jornalismo Universitário CNN me fez melhor. Participar me fez acreditar ainda mais no jornalismo que eu sempre quis fazer. Mais do que um trabalho, ele é hoje minha vida e para onde eu direciono o meu tempo e as minhas energias. Profissionalmente, a vitória abriu oportunidades de emprego e de envolvimento em projetos jornalísticos que me ensinaram a conhecer ainda mais o nosso mundo de gerador de conteúdo, de debate e aprendizado. Conheci a sede internacional da emissora e estabeleci contatos que mantenho até hoje e pretendo levar por todo o meu caminho. O prêmio me ajudou a ser aprovada no Curso Abril de Jornalismo e me possibilitou uma vaga de repórter na Editora Abril, em São Paulo, onde trabalho hoje com a intenção de conhecer e divulgar histórias ainda mais marcantes como aquela do maracatu.

Um concurso como esse, destinado aos estudantes, faz com que esses sintam ainda mais preparados e com vontade de seguir a profissão que torna público tudo o que o que uma sociedade precisa saber para se transformar todos os dias. Este ano, o tema “Minha Cidade, Minha Vida, Uma Atitude” permite uma experiência ilimitada para os participantes, que podem navegar por assuntos como sustentabilidade, sociabilização, educação, cidadania e tantos outros. É hora de abrir os olhos, de prestar atenção em atitudes que saem do senso comum, que engajam projetos e pessoas em torno de uma mesma intenção: fazer da cidade uma lugar melhor para se viver. Essas ações estão a sua espera para que você, jornalista, as divulgue pelo mundo. Não há outros compromissos que o impeçam de fazer, só depende da sua vontade. Procure novidades e lembre-se de que quando sentir aquele algo a mais, registre. Pegue a câmera e siga em frente. Você já estará participando.

*Clara Vanali, vencedora do Concurso Universitário da CNN de 2008, é jornalista da Editora Abril, em São Paulo, e escreve crônicas em seu blog (www.claravanali.com.br).

Clique e confira a reportagem vencedora de Clara.

Dando continuidade aos textos de convidados aqui no blog, dessa vez o texto é da blogueira e estudante de Estudante de Ciências da Computação – PUC-SP, Camila Leite.

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Agora a comunicação não se restringe ao seu bairro, ao local onde você trabalha ou estuda. Você pode trocar opiniões com pessoas de outro estado ou até mesmo outro país, dependendo dos idiomas que você domina. A criação de redes de relacionamento como o Twitter, ou até mesmo o MySpace que é mais usado para a divulgação de trabalhos no universo musical, apenas comprovam como as pessoas tem interesse em se comunicar com mais pessoas. A forma de como as pessoas reagem a essas redes é tão adepta que elas até mesmo as personalizam. O Twitter por exemplo, criado como um miniblog (quem nunca leu aquela frasezinha na parte de cima do site “What are you doing?”) agora é mais utilizado como um mecanismo de recados, ou até mesmo conversas. Essas transformações no mundo da comunicação permite que as indivíduos on-line possam visualizar idéias e conteúdo de usuários offline, por meio de seus blogs, fotologs e o mais recente popularizado Fa cebook.

Essa facilidade de deixar que suas idéias possam ser visualizadas e até mesmo comentadas nos remete ao aumento no número de blogs e popularização desses sites de relacionamento. Não precisamos aqui nem falar do Orkut, porque se há dois, três ou quatro anos atrás ele era tão popular quanto o próprio Twitter, hoje ter um perfil no orkut é tão normal quanto ter um número de telefone.

Todas essa mudança na comunicação é consequencia do avanço tecnológico em volta do globo, e se a comunicação se revoluciona, a forma de informação se revoluciona ainda mais. Se quando a invenção do jornal impresso alterou a natureza da cultura oral, agora com tantas fontes de informação (grande parte delas na própria internet) se tornou muito mais difícil elaborar um jornalismo objetivo e direto, mas também possibilita que o leitor tenha mais facilidade de compreender o mundo a sua volta.