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Ruas digitais

postado por Concurso CNN em 1 de junho de 2010

Por Guilherme Giuntini*

Conscientizar a sociedade sobre a importância dos moradores de rua e mostrar que por trás dessas pessoas existem boas histórias a serem contadas são tarefas que não fazem parte de nosso cotidiano. É corriqueiro nos depararmos com pessoas dormindo nas ruas de São Paulo, com quem não identificamos nenhuma responsabilidade ou vínculo social, expostas a depredações e humilhação. Percebemos que nosso projeto não será apenas um site para ajudar os moradores de rua a melhorarem suas condições, mas também uma ferramenta para enxergarem a vida com outros olhos.

O projeto Ruas Digitais trata-se de um site/blog atualizado pelos próprios moradores de rua, onde contarão suas histórias, desejos, reivindicações. Disponibilizaremos ainda conteúdo informativo sobre esta parcela da população, com vídeos, fotos e notícias. O projeto busca dar voz aos moradores de rua, integrando-os à sociedade através da internet.

Sou a prova clara que um trabalho pode mudar a vida de uma pessoa. Quando estudante de jornalismo na FIAM, eu, Guilherme Giuntini, criei um projeto junto ao orientador Cláudio Tognolli. Ambos não tínhamos noção que um trabalho de conclusão poderia mudar a minha vida. Com R$ 450 gastos no site do projeto, percebi que meu objetivo em ajudar a população de rua estava próximo. Quando o projeto se iniciou no Acessa SP do metrô São Bento, tive a oportunidade de não só mudar a sua vida, como ajudar milhares de vidas nas ruas. Uma delas,foi quando estava dando uma entrevista, falando sobre o projeto e veio um rapaz, apertou a minha mão e disse: “Como é bonito o seu trabalho, eu fico feliz de ainda ter pessoas que nos enxergam nas ruas”. Emocionei-me, e a cada avanço em meu projeto, é uma lágrima derramada. Mal começeI o projeto, e lá estava eu, um estudante de jornalismo, antes mesmo de defender meu trabalho de TCC, apresentando para setenta moradores em situação de rua,o projeto Ruas Digitais na Câmara Municipal de São Paulo.

Atualmente, venho ampliando o projeto cada vez mais, oferecendo para a população de rua não só informações sobre o “Universo Online”, mas também, cursos de Informática. Ainda tive oportunidade de montar um cronograma com aulas de teatro, música, coral, dança de rua. O que era para ser um albergue, se transformou em um prédio cultural destinado para moradores de rua. O projeto é uma parceria entre o Ruas Digitais com o ex-albergue Restaura-me, com Robson Mendonça (Coordenador do Movimento da População de Rua de SP) e Tião Nicomedes (Coordenador do prédio Restaura-me), localizado no centro de São Paulo, no Brás.

O projeto ainda possui uma parceria com o site blogame.com.br, onde os desenvolvedores Carlos e Felipe montaram um site com um novo sistema e ofereceram hospedagem, ambos gratuitamente. O Ruas Digitais ainda procura por patrocínio, com oito meses de criação, pois o projeto já ensinou quatrocentos moradores em situação de rua, há navegar na internet.

Um trabalho de conclusão de curso em Jornalismo que me transformou não só em um jornalista formado, mas em um projetista social. Tive o prazer imenso de ser homenageado com a Menção Honrosa oferecida pela TV Cultura no programa Conexão Cultura talvez, uma das suas maiores conquistas para mim. Já tive meu projeto publicado nos veículos:O Estado de São Paulo, TV Futura, TV Cultura, Acessa SP, VEJA SP, Viva o Centro e blogs informativos, como sigaMPOST.

O trabalho também foi criado pelos alunos Amália Mazloum e Leandro Gomes. Atualmente, apenas eu, Guilherme Giuntini, continuo com o projeto.

“Jornalistas não são conhecidos somente por suas palavras, mas também por suas ações.” Guilherme Giuntini
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*Guilherme Giuntini, 24, Paulista, formado em Jornalismo pela FIAM FAAM, criador do projeto Ruas Digitais: inclusão digital com moradores de rua, pesquisador de mídias sociais para projetos de inclusão digital no Brasil.

Nova York: muitas atitudes para ser uma grande cidade

postado por Concurso CNN em 3 de maio de 2010

O crescimento econômico de Nova York tem relação direta com os investimentos em segurança. Esse fator foi fundamental para que o mercado imobiliário se expandisse às áreas que antes eram marginalizadas.

Há pouco mais de 20 anos, quase todas as regiões da cidade, que hoje é a mais populosa dos Estados Unidos, eram completamente diferentes. O então prefeito Rudolph Giuliani adotou na época a política da “tolerância zero”. Vândalos, bandidos e policiais corruptos não tinham mais espaço.

Foram feitos acordos entre o setor privado através do financiamento de projetos governamentais de infraestrutura. Em ação conjunta com governo, empresários aceitaram pagar mais impostos para garantir segurança e investimentos em infraestrutura. Isso recuperou a economia da cidade. Áreas degradadas e abandonadas passaram a ser valorizadas pelo mercado imobiliário.

Os empresários perceberam que, se a cidade tivesse mais segurança, se tornaria um lugar melhor para os negócios. A iniciativa privada passou a comprar imóveis em áreas degradadas e a promessa do governo era de reforma e melhora no acesso.

Outras alternativas existiram em bairros como o Dunble, no Brooklyn, que na década de 70 era o lugar mais violento de NY. Mas o que não mudaria jamais seria sua geografia. A localidade consiste numa das vistas mais bonitas de NY: à beira do Rio Hudson. Para que a mudança acontecesse, o governo oferecia de graça os imóveis a comerciantes e empresários. Trinta anos depois, badaladas galerias de arte, por exemplo, ocupam o bairro.

Outro exemplo é a rua Bowery, na Ilha de Manhattan. Há 10 anos era extremamente violenta e conhecida por seus inúmeros moradores de rua. Hoje, com investimentos em segurança e casas de apoio a essas pessoas, elas convivem em harmonia com os hóspedes de um hotel 5 estrelas ou com os clientes de uma grife chique.

Três cidades, três iniciativas

postado por Concurso CNN em 19 de abril de 2010

Garantir qualidade de vida à população é um desafio que qualquer administrador de uma cidade enfrenta.
É aí que a inovação aparece como um conceito fundamental.

A Conferência Internacional das Cidades Inovadoras, realizada no mês passado em Curitiba, é um exemplo de evento criado para fomentar projetos diferenciados das cidades.

Foram três dias (de 10 a 13 de março) de palestras e debates. Especialistas de todo o mundo mostraram que, apesar das diferenças geográficas, gestores enfrentam problemas bem parecidos.

O colombiano Ernesto Cortes, do jornal Jornal El Tiempo, marcou presença como representante da iniciativa “Bogotá, como vamos?”. Por meios de meios de comunicação como a internet, o projeto conta com a participação do cidadão nas políticas públicas. Acessando a rede, é possível conferir, no banco de dados, metas do governo e atualizações a respeito do alcance dessas metas.

Assim, os moradores da capital da Colômbia percebem que a cidade é resultado de uma construção coletiva e também do engajamento delas mesmas. Apontando e conferindo a solução de problemas de suas comunidades, elas se sentem mais participantes.

Rio, como vamos? e Outra São Paulo

A iniciativa colombiana serviu de modelo para que São Paulo e Rio também criassem projetos semelhantes. Nessas duas grandes metrópoles brasileiras, o objetivo das redes é recuperar os valores do desenvolvimento sustentável, da ética e da democracia participativa. As iniciativas “Rio, como vamos?” e “Outra São Paulo” têm o objetivo de resgatar a participação da população na resolução de problemas em áreas essenciais como Educação, Meio Ambiente, Segurança, Lazer e Cultura, Trabalho, Transporte, Moradia, Saúde e Serviços.

No Brasil, o crescimento de sociedades organizadas nesse sentido é eminente. Isso pode ser considerado vantagem, já que são muitos pessoas independentes que se organizam em separado mas geram mais resultados por benefícios em comum.

Segundo Ernesto, na Colômbia existem apenas 3 organizações como a “Bogotá, como vamos?”. Já em São Paulo, são 300. Sendo assim, aqui no Brasil são mais pessoas gerando debates e avanços sociais.

Fonte: http://www.cici2010.org.br/