Comunidades carentes sofrem de diversos problemas, como falta de infra-estrutura, violência e doenças. Mas algo que não se fala muito é na baixa auto-estima que essas comunidades carregam. E quando surgem iniciativas que trazem orgulho para quem mora nos locais afetados, temos mesmo é que divulgar e louvar essas atitudes. Ande pela sua cidade e descubra o que está sendo feito para levar dignidade a quem mais precisa. Sua pauta pode estar aí!
Favelas cariocas são pintadas com ajuda dos próprios moradores
Um projeto capitaneado pelo duo de artistas holandeses Haas&Hahn e chamado Favela Painting está mudando a cara de morros no Rio de Janeiro. Utilizando o conhecimento de arte da dupla e dando treinamento aos membros da comunidade para que eles mesmos pintem suas casas, a iniciativa tem tudo para estimular mudanças e valorizar o espaço urbano em áreas tão prejudicadas socialmente.
Mesmo depois do Fórum Urbano Mundial no final de março, as ideias de melhoria emergentes para as cidades marcaram a história do evento que está na sua quinta edição. Ocorrido este ano no Rio de Janeiro, o Fórum terminou com uma lista de recomendações por uma urbanização mais sustentável e por mais inclusão. O texto da ONU-Habitat, organizadora do evento, ressaltou que “não é possível continuar fazendo negócios como até agora”, já que o atual modelo produziu “níveis inaceitáveis de exclusão social”.
O documento apresentado destacou a necessidade de tornar as cidades do planeta lugares mais justos, participativos e integrados.
“Necessitamos de um esforço global para mudar as coisas.” – diz diretora da ONU-Habitat
No evento com o tema “O Direito à Cidade: Unindo o Urbano Dividido”, os participantes levantaram atos que consideram excluidores nas grandes cidades. Por exemplo, os despejos forçados de inquilinos, os sem-teto e a grande percentagem de pessoas que vivem na miséria nas cidades são alguns.
Segundo números da própria ONU, cerca de 827 milhões de pessoas vivem em favelas nas cidades de todo o mundo. Relacionado a isso, o texto destaca que “deve-se trabalhar com os pobres, não para eles”, por isso o fórum propôs a inclusão dos desfavorecidos e dos movimentos sociais no planejamento das políticas urbanas.
Este relatório com as recomendações será apresentado no próximo ano ao conselho diretor da ONU-Habitat, uma organização ministerial que pode influir na elaboração de propostas políticas na área urbana, segundo explicou a diretora da agência, Anna Tibaijuka, no ato de encerramento do fórum.
Diante de uma plateia de representantes de Governos e autoridades do mundiais, Anna Tibaijuka destacou: “Com líderes envolvidos, a solução não pode estar muito longe. Necessitamos de um esforço global para mudar as coisas. Devemos lutar contra as favelas e não contra seus moradores. Devemos combater a pobreza e não os pobres”, sentenciou Anna.
Próximas iniciativas
A próxima edição do Fórum deve ser realizada na capital de Barein, Manama, em 2012.
Essa cúpula será o ato central da “Iniciativa 100 Cidades” , um novo projeto da ONU-Habitat lançado hoje que pretende aglutinar as autoridades, membros da sociedade civil e representantes do setor privado para debater o estado das cidades de todo o planeta.
Pedimos para o jurado da triagem, Eduardo Acquarone enviar um texto sobre o tema do Concurso deste ano e ele enviou um bem curto e eficiente. É bem pequeno, mas pense no impacto da tecnologia nos dois exemplos que ele deu. São exemplos reais e que acontecem aos montes no mundo. Se pensarmos que milhares de pessoas entram na internet pela primeira vez a cada dia, que outras milhares têm acesso a inovações tecnológicas que as permitem melhorar serviços, produtos em prol da sociedade tudo fica mais claro.
Segue o texto do Eduardo Acquarone:
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Hoje ouvi uma história muito interessante. Uma amiga passou o fim de semana no Rio e foi à Rocinha ajudar em um projeto social. Num boteco da favela ela conheceu um senhor — uns 60 anos mais ou menos — analfabeto. Agora ele está querendo aprender a ler e escrever. Pra quê? Pra entrar na Internet.
E vejam o que minha amiga me contou: “Enquanto conversávamos ele precisou fazer uma ligação. Para minha surpresa, ele fez a ligação via Skype.”
Quer melhor exemplo de tecnologia usada para desenvolvimento social?