Garantir qualidade de vida à população é um desafio que qualquer administrador de uma cidade enfrenta.
É aí que a inovação aparece como um conceito fundamental.
A Conferência Internacional das Cidades Inovadoras, realizada no mês passado em Curitiba, é um exemplo de evento criado para fomentar projetos diferenciados das cidades.
Foram três dias (de 10 a 13 de março) de palestras e debates. Especialistas de todo o mundo mostraram que, apesar das diferenças geográficas, gestores enfrentam problemas bem parecidos.
O colombiano Ernesto Cortes, do jornal Jornal El Tiempo, marcou presença como representante da iniciativa “Bogotá, como vamos?”. Por meios de meios de comunicação como a internet, o projeto conta com a participação do cidadão nas políticas públicas. Acessando a rede, é possível conferir, no banco de dados, metas do governo e atualizações a respeito do alcance dessas metas.
Assim, os moradores da capital da Colômbia percebem que a cidade é resultado de uma construção coletiva e também do engajamento delas mesmas. Apontando e conferindo a solução de problemas de suas comunidades, elas se sentem mais participantes.
Rio, como vamos? e Outra São Paulo
A iniciativa colombiana serviu de modelo para que São Paulo e Rio também criassem projetos semelhantes. Nessas duas grandes metrópoles brasileiras, o objetivo das redes é recuperar os valores do desenvolvimento sustentável, da ética e da democracia participativa. As iniciativas “Rio, como vamos?” e “Outra São Paulo” têm o objetivo de resgatar a participação da população na resolução de problemas em áreas essenciais como Educação, Meio Ambiente, Segurança, Lazer e Cultura, Trabalho, Transporte, Moradia, Saúde e Serviços.
No Brasil, o crescimento de sociedades organizadas nesse sentido é eminente. Isso pode ser considerado vantagem, já que são muitos pessoas independentes que se organizam em separado mas geram mais resultados por benefícios em comum.
Segundo Ernesto, na Colômbia existem apenas 3 organizações como a “Bogotá, como vamos?”. Já em São Paulo, são 300. Sendo assim, aqui no Brasil são mais pessoas gerando debates e avanços sociais.
Fonte: http://www.cici2010.org.br/